terça-feira, 13 de setembro de 2011

COMUNICADO

PROVA PRÁTICA ( nota mensal )

6º A e B : Dia 19/09

7º A e B : Dia 23/09

8º A e B : Dia 22/09

9º A e B : Dia 23/09

1º EM : 21/09

2º EM e 3º EM : 20/09

TRABALHO DO ENSINO MÉDIO ( Esportes Paraolípicos )

1º EM : 14/09

2º e 3º EM : 13/09

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ENSINO FUNDAMENTAL 2 ( 6º ao 9º ano) E ENSINO MÉDIO - REGRAS DO VOLEIBOL










ESPORTES PARAOLÍMPICOS


Movimento Paraolímpico no Mundo

Em 1945, com o término da Segunda Guerra Mundial, um espólio visto principalmente nos países europeus envolvidos no conflito foi o considerável número de combatentes que sofreram lesões na coluna vertebral, ficando paraplégicos ou tetraplégicos. Isto influenciou o neurocirurgião austríaco Ludwig Guttmann a iniciar um trabalho de reabilitação médica e social de veteranos de guerra, através de práticas esportivas. Tudo começou no Centro Nacional de Lesionados Medulares de Stoke Mandeville. O próprio neurocirurgião teve sua vida influenciada pela guerra, pois teve de fugir da Alemanha Nazista por ser judeu.

A primeira competição para atletas com deficiência aconteceu em Stoke Mandeville, no dia 29 de julho de 1948, data exata da cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres. Quatro anos depois, atletas holandeses também passaram a competir nas disputas de Stoke Mandeville. Ainda em 1952 é fundada a Federação Internacional Stoke Mandeville de Esporte em Cadeira de Rodas (ISMWSF), quando o esporte se organiza por área de deficiência. Assim, surgiu o movimento internacional, hoje chamado de Movimento Paraolímpico.

Em 1960 foi realizada a 1ª edição dos Jogos Paraolímpicos, em Roma, apenas com atletas cadeirantes. Em Toronto, 1976, atletas de outras áreas de deficiência são adicionados ao programa: nasce a ideia de competições internacionais envolvendo diversas áreas de deficiência, modelo que permanece até hoje. No mesmo ano é realizada a 1ª edição dos Jogos Paraolímpicos de Inverno, na Suécia.

Movimento Paraolímpico no Brasil

O esporte paraolímpico brasileiro surge em 1958. No dia 1º de abril daquele ano, o cadeirante Robson Sampaio de Almeida, em parceria com seu amigo Aldo Miccolis, fundou o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. Meses depois, em 28 de julho, o também deficiente Sérgio Seraphin Del Grande criou o Clube dos Paraplégicos de São Paulo (CPSP).

Os pioneiros resolveram trazer o esporte paraolímpico para o Brasil enquanto faziam tratamento hospitalar nos Estados Unidos. Robson e Sérgio tiveram a oportunidade de presenciar a prática esportiva de pessoas em cadeiras de rodas, principalmente no basquete.


Em 1959 o ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, foi palco do primeiro jogo de basquetebol em cadeira de rodas no Brasil, quando os paulistas do CPSP venceram os cariocas do Clube do Otimismo por 22 a 16. Dez anos depois, em 1969, o Brasil participou dos Jogos Parapanamericanos de Buenos Aires, na Argentina. Essa foi a primeira competição internacional do movimento paraolímpico nacional. Com estrutura recente e pouca informação, o objetivo inicial da delegação era conhecer as modalidades que integravam o quadro de esportes paraolímpicos e possibilitar aos brasileiros a integração com atletas do resto do continente. Três anos depois, o Brasil foi representado pela primeira vez em uma Paraolimpíada, realizada na cidade alemã de Heidelberg.

Em 1975, uma falha de comunicação entre as maiores entidades paraolímpicas de São Paulo e Rio de Janeiro fez com que o Brasil levasse duas delegações aos jogos Pan-Americanos em Cadeira de Rodas da Cidade do México. O problema fez com que Stoke Mandeville exigisse a fundação de uma associação nacional. Assim, ainda no avião que retornava do México, foi criada a Associação Nacional de Desporto de Excepcionais, atual Associação Nacional de Desporto de Deficientes (ANDE). A entidade pretendia agregar os esportes praticados por atletas com qualquer tipo de deficiência.

Em 1978, foi a vez do Brasil sediar uma edição dos Jogos Pan-Americanos em Cadeira de Rodas. As disputas aconteceram no Rio de Janeiro. Com o crescimento do esporte paraolímpico no país, as modalidades passaram a ser categorizadas. Em 1984 foram fundadas a Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC) e a Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas (ABRADECAR). Em 1989 foi criada a Associação Brasileira de Desportos de Deficientes Mentais (ABDEM). Um ano depois foi a vez da Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA) começar as suas atividades.

Além destas, a partir de 1997 a Confederação Brasileira de Desporto para Surdos (CBDS) passa a representar o Brasil no Comitê Internacional de Esportes de Surdos, mas as modalidades para este tipo de deficiência não estão incluídas no programa de competições dos Jogos Paraolímpicos.


As modalidades paraolímpicas são:

Atletismo
Basquete em cadeira de rodas
Halterofilismo
Remo
Tiro com arco
Bocha
Futebol de cinco
Futebol de sete
Hipismo
Rúgbi em cadeira de rodas
Vela
Ciclismo
Judô
Tênis em cadeira de rodas
Voleibol
Esgrima
Goalball
Natação
Tênis de mesa
Tiro